espaço para debates, reflexões, informações do curso de especialização, grupo de estudos, pesquisas, entre outras ações ... em prol da democratização societal e democratização efetiva da gestão pública
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Página específica para a 3ª edição do curso de especialização em Gestão Pública e Sociedade:
A maioria das pessoas sabe que a Conferência dos Chefes de Estado sobre o Clima, realizada em dezembro de 2009 em Capenhague, foi um fracasso. A grande mídia deu essa informação. Como de hábito, contudo, ela deixou de informar sobre o que fizeram as organizações sociais que também se reuniram na mesma oportunidade. Menos ainda elas noticiaram o que foi proposto por governantes em favor de caminhos alternativos aos que dominaram os debates da Conferência. Em vista disso, o presente artigo propõe-se cobrir parte desse vazio, destacando a proposta apresentada à Conferência no dia 17 de dezembro pelo Presidente da Bolívia, Evo Morales.
Por que Evo Morales?
É importante destacar que Evo Morales faz parte do povo indígena Aymara, e não deixou de ser indígena ao ser eleito Presidente; mesmo porque a Constituição boliviana reconhece as Nações que compõem o Estado da Bolívia. Com certeza, sua proposta tem tudo a ver com a cultura e religião de seu povo, que é parente das culturas dos demais povos de longa história do Continente. Para eles, a Terra é Pachamama, Mãe Terra, fonte generosa de vida. Por isso, toda relação com ela tem a ver com todas as formas de vida, e de modo especial com os seres humanos; tem a ver, na verdade, com os direitos da própria Terra, anteriores aos direitos de todos os seres vivos e dos humanos. Por isso, a atividade da pesca, da caça, da derrubada de árvores, do plantio de sementes, enfim cada atividade deve ser precedida por orações cultuais de pedido de licença, de bênção e de perdão.
Sentindo-se agredido, como filho de Pacahmama, pelas propostas dos empresários capitalistas, trazidos a tiracolo pela maioria dos governantes, que teimam em manter o que já feriu a Terra como sua fonte de enriquecimento, aceitando apenas mudanças superficiais, Evo decidiu enfrentá-los. Como? Apostando no poder soberano dos Povos da Terra.
Referendo mundial
Afinal, quem deve decidir sobre o que fazer para atacar o que causa Aquecimento cada vez maior do Planeta? O único ser vivo da Terra que pode usar sua liberdade para tomar esta decisão é o ser humano; as pessoas humanas, que formam diferentes povos, são o único poder soberano em relação a esta e a muitas outras decisões que têm a ver com a vida e com o ambiente que permite a continuidade e desenvolvimento da vida. A sorte da Mãe Terra e de seus filhos e filhas não pode ficar nas mãos de quem deseja transformar tudo em mercadoria, em coisas que geram riqueza...
De que forma a humanidade pode ter oportunidade de manifestar sua vontade livre? Por meio de uma Consulta, um Referendo Mundial: “Já que temos profundas diferenças entre nós, presidentes, consultemos ao povo e façamos o que ele nos disser”, declarou Evo em Copenhague. Por isso, anunciou que assumia convocar este Referendo com as seguintes perguntas:
1)Você está de acordo em restabelecer a harmonia com a natureza reconhecendo dos direitos da Mãe Terra? SIM ou NÃO
2)Você está de acordo em mudar este modelo de super-consumo e desperdício que é o sistema capitalista?SIM ou NÃO
3)Você está de acordo que os países desenvolvidos reduzam e reabsorvam suas emissões de gases de efeito estufa de forma doméstica para que a temperatura não suba mais de 1 grau Celsius? SIM ou NÃO
4)Você está de acordo em transferir tudo que se gasta com as guerras e destinar um orçamento superior ao orçamento de defesa para as mudanças climáticas? SIM ou NÃO
5)Você está de acordo com um Tribunal de Justiça Climática para julgar aos que destroem a Mãe Terra? SIM ou NÃO
Precisamos ser milhões! O Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS) está empenhado nesta campanha e conta com todas as forças sociais para mobilizar o Brasil a entrar nela. Faça sua parte: convide a todos que puder para entrarem nesta corrente em favor da vida da Terra e da vida humana na Terra.
texto para debate, sobre a questão da neutralidade ou não do desenvolvimento científico e tecnológico.
" (...) A tecnologia e as ciências desenvolvem-se, na sua orientação de conjunto e nas suas prioridades, em função das necessidades da indústria e do Estado capitalistas, necessidades que, evidentemente, não são do mesmo tipo que as de uma sociedade libertada.
Por conseguinte, as ciências, tal como as técnicas, não são independentes da ideologia dominante, nem estão imunizadas contra ela. Subordinadas e integradas no processo de produção, por ele solicitadas, elas levam em si, enquanto forças produtivas, o estigma das relações capitalistas de produção. É verdade que essa integração nunca é completa; e isto porque a atividade científica, o trabalho que consiste em produzir conhecimentos, tem - do mesmo modo que qualquer trabalho - uma parte irredutível de autonomia que é o próprio trabalhador enquanto práxis soberana. A ciência pode ser posta a serviço de fins predeterminados; pode ser desenvolvida numa determinada direção em detrimento de outras; pode ser levada a responder a questões que lhe são postas pelo Estado e pela ideologia burgueses, em prejuízo das outras questões. Mas não é possível impedir que os trabalhadores da ciência de porem a si mesmos e de se lhes depararem questões diferentes das que lhes são apresentadas para resolver, nem mesmo de encontrar as possíveis soluções para questões que a burguesia não lhes (nem se) põe.
De fato, quando os trabalhadores da ciência trabalham para fornecer as soluções que lhes são pedidas para problemas que lhe são postos, encontram sempre a possibilidade de formular de outro modo e de resolver de outra maneira esses mesmos problemas; porém, essas possibilidades surgem-lhes como possibilidades que lhes são recusadas. É através disso que conhecem a arbitrariedade ideológica e cultural a que estão submetidos; é através disso que aprendem que a orientação e os conteúdos da atividade científica podiam ser diferentes mas que, para serem diferentes, são necessárias técnicas e uma sociedade diferentes. É através disso que eles são, e podem saber que são, ao mesmo tempo, recuperáveis e não recuperáveis pelo revolução. E é por isso, enfim, que não é voluntarista nem primitivista pedir-lhes que contestem, critiquem e recusem as orientações e conteúdos das suas competências, a pretensa neutralidade e inacessibilidade da sua ciência."
André Gorz Fragmento do texto: Divisão do trabalho, hierarquia e luta de classes (extraído do livro: Divisão Social do Trabalho, Ciência, Técnica e Modo de Produção Capitalista). Grifos nossos.
(e para meu pai, Roland Klueger, que faria 88 anos hoje.)
Era uma vez um rei e um menino. Fico pensando se há alguma palavra que signifique, ao mesmo tempo, exaustão, terror, desespero e desesperança, tudo isto somado e elevado a décima potência, mas não encontro tal palavra. Só que era bem assim que estava o menino: tinha dois anos, encolhia-se de olhos catatônicos no vazio de uma calçada logo depois do terremoto do Haiti, e apareceu na televisão. Eram tantos em desespero em torno dele, eram tantos... Eram tantos os mortos em torno dele, eram tantos... Quem conseguiria prestar atenção em mais aquele menino dentro de tanta desgraça, a não ser aquele olho malicioso de uma televisão, que pegou o menino e o jogou no meu colo, sem que eu soubesse o que fazer com ele?
Era uma vez um rei e um menino. O rei era pura saúde, garbo e fidalguia: vestido com trajes tribais, tinha no rosto e no corpo os mesmo desenhos em branco, preto e vermelho que também estavam no escudo de couro que segurava na mão esquerda, pois na direita segurava a lança segura e certeira que o tornara rei tamanha a sua perícia ao caçar o leão. Ele era grande e espadaúdo, mas maior ainda era a sua fama, pois não só ao leão enfrentava: quando seu povo tinha fome, ele afrontava até os grandes elefantes, e todos viviam felizes no seu reino, bem alimentados e saudáveis, e o rei era feliz também.
Certo do poder da sua felicidade e da sua lança, o rei nunca entendeu como lhe caíra em cima aquela rede que o despojara do seu escudo, da sua lança, da sua força e da sua liberdade – como tantos outros da sua terra, teve que se curvar à chibata do traficante, aceitar a gargantilha e as algemas de ferro, resistir à longa caminhada da coleante corrente feita de gente e de ferros, viver a aviltância do navio negreiro.
A saúde antiga deu-lhe forças para chegar vivo àquela terra de degredo, de escravidão, e cruéis homens brancos de outra fala, à força de chicote, subjugaram-no e ele teve que se curvar, sem lança, sem pintura, sem escudo, e cultivar a cana que produzia o açúcar, o rum e a riqueza daqueles usurpadores da sua liberdade. Nunca mais ele foi feliz; nunca mais soube do seu povo e seu povo nunca mais soube dele, e só o que havia de belo era o mar daquela terra, todo verde, azul e transparente. Houve, também, uma mulher que reconheceu nele a fidalguia conspurcada, e antes de morrer prematuramente, o rei teve um filho, negro e lindo como ele, e que na verdade era um príncipe – mas foi um príncipe que nunca teve uma lança e que não conheceu os desenhos e as cores tribais – ao invés de leões, só houve para ele o látego do algoz.
Outros príncipes foram gerados na descendência do rei, naquela terra que parecia incrustada num mar de turmalinas, e todos tiveram a vida miserável de escravo, enquanto seus senhores tinham as vidas nababescas dos poderosos.
Um dia, já não dava mais de suportar. Eles eram mais de 500.000 negros, e os senhores eram 32.000, certos que a força do látego manteria aquela situação indefinidamente. E junto com os demais escravos os descendentes do rei lutaram e lutaram e venceram – desde 1791 a 1803 – nesse último ano venceram até o exército que Napoleão Bonaparte mandara da França. E conquistaram a liberdade!
O Haiti foi o primeiro país da América dita Latina a ser livre, a fazer a independência, isto lá em 1804, antes de todos os demais. É de se imaginar o frio que correu na espinha de tantos outros colonizadores brancos: uma república, e de negros? E se a coisa pega? Olha que escravo está tudo cheio por esta América de meu Deus! Que se faz, ai ai ai?
De modo geral, o que se podia fazer eram independências rápidas, feitas por brancos (e elas aconteceram uma depois da outra) e muita matança de negros, para evitar que a coisa trágica se repetisse e sujasse o bom nome da dita civilização européia! Sei bem como foi tal matança no Brasil: foi na guerra do Paraguai, foi na revolução Farroupilha... – não estou inteirada de como foi nos outros países, mas que a matança foi grande, lá isso foi. E a “civilização” branca quase pode respirar, aliviada – só que havia aquele pequeno país, aquele maldito pequeno país lá incrustado naquele mar de ametista, o tal do Haiti, que era um país de negros – e nunca que a tal “civilização” branca poderia deixar aquilo lá florescer de verdade – era afronta demasiada.
E nos dois últimos séculos o Haiti sofreu tudo o que é possível sofrer-se para que sua crista se quebrasse: invasões, ditaduras, golpes de Estado, o bedelho dos brancos sempre indo lá e tentando botar tudo a perder, mas a valentia daquele povo parecia indomável, e o Haiti, mesmo não conseguindo florescer como deveria, era exportador de café, de arroz, era o maior produtor de açúcar do mundo, era um país que tinha seus filhos bem alimentados a arroz, a banana, os porcos abundavam e produziam pratos deliciosos, acompanhados de banana frita, iguaria tão caribenha...
Foi agora, agorinha, no tempo da violência do neoliberalismo, o que nos leva a 1980, que o complô dos brancos resolveu que já não dava mais, que era muito absurdo em plena América ver um país de negros sobrevivendo e sobrevivendo impunemente... Então foi programada a tomada definitiva do Haiti. Foi daquelas coisas mais malévolas que as mentes doentias podem programar visando lucro: aos poucos, introduziram-se as pragas necessárias na ilha incrustada num mar de safira, e morreram todos os porcos, e depois todo o arroz, e depois toda a banana, e depois veio a praga do café.. . Aqueles negros corajosos não sobreviveriam, ah! La isso não poderia acontecer! Viveriam apenas para voltar à condição de escravos, e igualzinho como os europeus, em 1885, no Tratado de Berlim, dividiram o mapa da África à régua, causando as milhares de desgraças que estão acontecendo até hoje, os brancos do neoliberalismo pegaram o território do Haiti e o dividiram em 18 futuras zonas francas onde não haveria lei, onde o Capital imperaria, e onde, as pessoas tão famintas que estavam assando biscoitos de argila para poderem ter algo no estômago trabalhariam, de novo, em regime de escravidão. Pode parecer que tal coisa é distante de nós, mas não é. O próprio vice-presidente do Brasil, José Alencar, é alguém tão interessado no assunto que até mandou seu filho para lá para cuidar dos seus futuros interesses imperialistas. E o execrável outro dia ainda saiu do hospital, depois de mais algumas cirurgias, sorrindo para as câmaras das televisões e declarando que poderia perder tudo na vida, menos a honra. Que honra pode ter um homem assim?
(Não consigo me furtar de contar de que forma a nefanda honra do vice-presidente atingiu diretamente minha família, recentemente. Numa só tarde, uma das empresas dele, aqui na minha cidade de Blumenau/SC/Brasil, a Coteminas, demitiu 600 empregados, assim sem mais nem menos. Três primos meus, lutadores pais de famílias, perderam o emprego sem entenderem muito bem por quê – o porquê é fácil: nas novas fábricas que o “honrado” vice-presidente anda montando lá nas zonas francas do Haiti, os novos empregados trabalharão pela décima parte do salário que os meus primos ganhavam – e o salário dos meus primos já não era grande coisa.)
Bem, então tínhamos um Haiti em petição de miséria, e daí veio o terremoto. Que poderia ter acontecido de melhor para o Capitalismo e o Imperialismo dos EUA? Até o palácio presidencial do governo títere ruiu – daqui para a frente é apenas tomar posse – já não há barreiras. Ao invés de ajuda humanitária (que eles não deram nem aos flagelados do furacão Katrina, em seu próprio território) os Estados Unidos estão, descaradamente, diante de todo o mundo, fazendo a ocupação militar do Haiti com o seu exército, e tudo parece bonitinho, com a Hilary indo lá para ver como é que estão ajudando... ajudando uma ova! Alguém já viu os Estados Unidos ajudar alguém de verdade?
Não deixo de louvar as tantas e tantas equipes de tantos e tantos países que lá estão, realmente levando ajuda humanitária para aquele povo quase que nas vascas da agonia – mas a semvergonhice do Capital está lá, também, sorrindo de felicidade com sua cara de caveira.
E então o olho de uma televisão espia lá aquele menino de dois anos arrasado pela exaustão, pelo terror e pelo desespero, encolhido num vazio de uma calçada, e o joga brutalmente no meu colo – e quando tento acalmá-lo acolhendo-o junto do meu coração, ele me conta do rei, seu antepassado – aquele menino moído pelo Capital e pelo terremoto é nada mais nada menos que um príncipe, e seu antepassado que foi rei e livre caçava leões e elefantes e alimentava um povo – o menino sabia, a família sempre contara adiante o seu segredo.
Céus, céus, o que fizeram com as gentes livres da África, que quiseram apenas continuar vivendo com dignidade naquela ilha de onde já não podiam sair? Quem vai cuidar daquele menino antes que ele retorne à condição de escravo de onde seus antepassados tanto tentaram sair?
Eu choro, Haiti, choro por ti, e por teu menino, e por aquele rei. Não sei fazer outra coisa além de chorar.
Hoje há uma corrente de pensamento, de certa forma dominante em alguns setores (nos concursos públicos, em alguns faculdades e grupos de pesquisa), que argumenta a favor da Administração Pública Gerencial, uma hora louvando seus supostos benefícios ou avanços, outra hora lamentando sua implantação ainda tímida, mas todos partindo da premissa que estamos vivendo num Estado Republicano, de cunho eminentemente burocrático.
Outra linha de pensamento e estudo crítico, menos conhecida porém de maior densidade e rigor metodológico, revela que a qualidade de gestão pública hegemônica no Brasil e a do tipo neo-patrimonialista, ou seja, tem uma aparência burocrática (hierarquia, formalismo), porém sua dinâmica está determinada por uma lógica patrimonialista (interesses particulares ou privados no uso do fundo público).
Obviamente, se há este padrão de gestão pública, também há que se questionar se hoje temos, concretamente no Brasil, um Estado Democrático de Direito, fundado numa República Federativa? Ou se ainda temos um tipo de "monarquia" disfarçada e um Estado Autoritário centrado e centralizado nos interesses do Executivo?
O debate é tão polêmico como necessário, pois os conceitos não são apenas "relíquias" acadêmicas, são referências para compreender o mundo, e assim, se posicionar neste mundo com soberania, com independência. Temos uma democracia que não funciona, ou temos na verdade um tipo de Estado que funcionada muito bem para poucos, mas que não é democrático?
Vejam alguns notícias de outros blogs críticos sobre tal tema, com destaque ao projeto Belo MOnte, e a criação de cargos comissionados no governo federal.
Vale a pena conferir cada uma dessas notícias, para enriqueçer ainda mais nosso debate.
Prof. Édi Augusto Benini Mestre em Adm. Pública e Governo Especialista em Agricultura Familiar e Extensão Rural Professor na Universidade Federal do Tocantins
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial E sentir tanta alegria É sinal de que você O mau-gosto aprecia Dá valor ao que é banal É preguiçoso mental E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo Um programa tão ‘fuleiro’ Produzido pela Globo Visando Ibope e dinheiro Que além de alienar Vai por certo atrofiar A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro Que está em formação E precisa evoluir Através da Educação Mas se torna um refém Iletrado, ‘zé-ninguém’ Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão Lá está toda a família Longe da realidade Onde a bobagem fervilha Não sabendo essa gente Desprovida e inocente Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial Chega de esculhambação Respeite o trabalhador Dessa sofrida Nação Deixe de chamar de heróis Essas girls e esses boys Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe, Querido Pedro Bial, São verdadeiros heróis E merecem nosso aval Pois tiveram que lutar Pra manter e te educar Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal Com seu discurso vazio. Pessoas inteligentes Se enchem de calafrio Porque quando você fala A sua palavra é bala A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil Carente de educação Precisa de gente grande Para dar boa lição Mas você na rede Globo Faz esse papel de bobo Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal Nosso povo brasileiro Que acorda de madrugada E trabalha o dia inteiro Dar muito duro, anda rouco Paga impostos, ganha pouco: Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade Neste momento atual Se preocupa com a crise Econômica e social Você precisa entender Que queremos aprender Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo Vem nos mostrar sem engano Que tudo que ali ocorre Parece um zoológico humano Onde impera a esperteza A malandragem, a baixeza: Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência Não são mais valorizadas. Os “heróis” protagonizam Um mundo de palhaçadas Sem critério e sem ética Em que vaidade e estética São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética Nem projeto educativo. Um mar de vulgaridade Já tornou-se imperativo. O que se vê realmente É um programa deprimente Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo “professor”, Pedro Bial O que vocês tão querendo É injetar o banal Deseducando o Brasil Nesse Big Brother vil De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço Mal exemplo à juventude Que precisa de esperança Educação e atitude Porém a mediocridade Unida à banalidade Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento De pessoas confinadas Num espaço luxuoso Curtindo todas baladas: Corpos “belos” na piscina A gastar adrenalina: Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo É de nos “emburrecer” Deixando o povo demente Refém do seu poder: Pois saiba que a exceção (Amantes da educação) Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial Um mercador da ilusão Junto a poderosa Globo Que conduz nossa Nação Eu lhe peço esse favor: Reflita no seu labor E escute seu coração.
E vocês caros irmãos Que estão nessa cegueira Não façam mais ligações Apoiando essa besteira. Não deem sua grana à Globo Isso é papel de bobo: Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim Desse Big Brother vil Que em nada contribui Para o povo varonil Ninguém vai sentir saudade: Quem lucra é a sociedade Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor Que nós somos os culpados Porque sai do nosso bolso Esses milhões desejados Que são ligações diárias Bastante desnecessárias Pra esses desocupados.
A loja do BBB Vendendo só porcaria Enganando muita gente Que logo se contagia Com tanta futilidade Um mar de vulgaridade Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade E apelo sexual. Não somos só futebol, baixaria e carnaval. Queremos Educação E também evolução No mundo espiritual.
Cadê a cidadania Dos nossos educadores Dos alunos, dos políticos Poetas, trabalhadores? Seremos sempre enganados e vamos ficar calados diante de enganadores?
Barreto termina assim Alertando ao Bial: Reveja logo esse equívoco Reaja à força do mal… Eleve o seu coração Tomando uma decisão Ou então: siga, animal…
Segue abaixo alguns valiosos comentários enviados por e-mail.
COMENTÁRIO 1
De:
admpubunesp@yahoogrupos.com.br em nome de Anderson Rafael Nascimento (anderson.rafa@terra.com.br)
Enviada:
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 11:18:34
Para:
AdmPubUNESP@yahoogrupos.com.br
Olá, Edi.
Bom falar contigo!
Compreendo seus argumentos e percebo também a escassez e a inabilidade que
temos para o tempo livre. Alguns autores do fim do século passado
acreditaram que essa sociedade atual seria a "sociedade do tempo livre" e
essa brecha permitiria compreender uma nova relação no tempo e no espaço. O
tempo mostrou que não.
Contudo, para falarmos da política pública da educação atualmente
extrapolamos a visão do ensino. Infelizmente!. A dependência que as famílias
pobres têm da merenda escolar, por exemplo, é muito grande. Alimentar as
crianças é uma função da educação. Pensando nisso estar na escola é garantir
uma alimentação às crianças.
Estou na presidência de uma organização (Projeto Meninos e Meninas de Rua)
com atuação na região metropolitana. Digo isso porque compartilhamos o
"desespero" das famílias que tiveram seus filhos afastados por mais tempo da
escola em julho do último ano por conta da gripe A . Elas nos procuravam
para tentar noticiar as políticas públicas de assistência social, pois não
tinham mais recursos para comprar comida para os filhos. Vieram a nós,
mas foram também aos vereadores que por favores pessoais conseguiram cesta
básica e as mantiveram em baixo dos seus interesses clientelistiscos. Além
disso, mandaram seus filhos de volta às ruas para conseguir um trocado e
comprar comida.
Concluindo, acredito que estar na escola é importante. O questionamento é:
qual escola que queremos para essas crianças?
Abraços.
Anderson Rafael Nascimento
www.pensaragestao.org
--
Prof. Anderson Rafael Nascimento
http://www.card.ly/andersonrafa
- Como potencializar de forma lúdica, prazerosa e educativa o tempo livre, não só das crianças, mas das pessoas adultas também, que já não têm tempo livre e quando têm utilizam para dormir, para acessar internet, para "carregar outras pedras"?
- Seria mesmo a escola de tempo integral e com maximização da produtividade do tempo a melhor saída?
- Outro questionamento que podemos fazer: seria de fato o papel da escola alimentar as famílias e as crianças, ou essa não seria apenas tarefa complementar? A alimentação passa a ser tarefa das escolas porque o Poder Público, o Estado deixa de investir em políticas estruturais de segurança alimentar e nutricional e em políticas de emprego e renda para cada trabalhador e trabalhadora brasileiros e a família é uma unidade coletiva desempoderada e com auto-estima diminuida. Como poderemos pensar em acabar com trabalho infantil e clientelismos de vários matizes com as políticas compensatórias assumidas pelo Estado Brasileiro?
Só alguns questionamentos.
Berná
COMENTÁRIO 3
De:
admpubunesp@yahoogrupos.com.br em nome de Ralph Breitschaft Mendes (ralphmendes@yahoo.com.br)
Enviada:
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010 21:46:34
Para:
AdmPubUNESP@yahoogrupos.com.br
Olá Edi, meu nome é Ralph, sou da XVI Turma... Gostaria de dizer que as questões que você levantou a muito tempo me levam à reflexão, principalmente as que tratam dos indicadores que de certa forma "mascaram" a real situação da educação em nosso país.
Minha mãe é professora aposentada e ela sempre abominou a ideia de que o aumento de vagas na escola sem o devido planejamento e o crescimento do número de horas a que as crianças são obrigadas a ficar no ambiente escolar significam melhora na qualidade do ensino e conseqüente aumento de produtividade na aprendizagem.
Creio que a sua conclusão a respeito do aumento de popularidade dos governantes através da melhora destes "indicadores" é algo de fácil observação. Todavia, acredito que isso seja culpa também da cultura social que preza muito mais pelo aspecto quantitativo do que pelo qualitativo.
Faço aí um "link" com os moldes pelos quais são avaliados inúmeros projetos de pesquisa acadêmica. Normalmente são aprovados aqueles que podem trazer resultados "palpáveis", enfim, estatísticas, gráficos entre outras ferramentas que em muitos momentos não representam a realidade dos fatos.
Quantas vezes temos a oportunidade de presenciar a marginalização da pesquisa qualitativa sob o argumento de que esta tem grandes chances de ser inviezada e pouco confiável, como se uma tabela com dados e gráficos fossem os "messias" da pesquisa acadêmica?
Enfim, acredito que este fenômeno (que surge inclusive dentro da universidade, onde em tese as pessoas deviam se atentar mais a isso) seja facilmente transplantado para a sociedade em geral.
Quanto à situação citada pelo Anderson, posso dizer que é a pura realidade. A área da educação atualmente atua num setor que em teoria não seria de sua alçada. A alimentação na escola, que deveria ser apenas um complemento, muitas vezes acaba sendo a única refeição de muitas crianças, ou em outros casos, a presença das crianças na escola é fator preponderante para receber o dinheiro para se alimentar, política esta voltada para enriquecer os tais "indicadores".
Com isso posso desenhar o seguinte quadro:
O rápido retorno a escola garante a refeição de muitas crianças em dois casos: ou com a própria merenda, ou com a política de a criança estar presente em aula (o que não significa aprendizado) para receber uma ajuda de custo para se alimentar. Nesta situação obsrevamos o enriquecimento de dois "indicadores": Aumento nas horas de aula e aumento na distribuição de recursos para a alimentação. Números estes que serão encaixados em campanhas estruturadas por marketeiros aparentando uma suposta melhoria na área da educação, aproveitando-se da enorme aceitação que o uso de instrumentos quantitativos tem dentro da sociedade. Esta por fim, cada vez possui menor capacidade crítica para avaliar se tais "indicadores" representam a realidade, em virtude do sucateamento da educação pública, provocado em parte por esta forma de encará-la que já é utilizada a muitos anos, provocando uma espécie de ciclo vicioso, que pode se tornar fatal
para a educação brasileira.
Bom, posso estar exagerando (torço para que sim!), mas deixo este quadro como uma provocação para os colegas colocarem suas opiniões e enriquecerem o debate.
Abraços!
Ralph Breitschaft Mendes
XVI Turma de Administração Pública da UNESP - Araraquara
COMENTÁRIO 4
Olá, bom dia Anderson, Bernardete e Ralph
Creio que esse ponto é importante para o debate, até que ponto vale
a pena mesmo instrumentalizar a educaçãoou para uma política
compensatório de insuficiência de renda (bolsa-familia),
ou para uma política de ascenção social (cotas) ou
para uma política de aumento da produção de mercadorias
(subordinação ao mercado)?
Não sou contra a necessidade de seres humanos de
segurança alimentar, de uma renda mínima e digna.
Não sou contra as pessoas quererem "vencer" na vida
por meio de um diploma e com isso "escapar" de séculos
de exploração e preconceito. Não sou contra técnicas e
instrumentos para aprimorar nossa produção industrial.
Mas a educação vale por suas "segundas ou terceiras" intenções?
Ou ela é um valor em si?
O que questiono é se esta estratégia, em larga medida
defendida também por vários setores progressistas da
nossa sociedade, está valendo a pena, está promovendo
a formação de sujeitos plenos, críticos, atuantes,
de uma sociedade justa, equilibrada, civilizada,
que avança e não retroage em "faíscas" crescentes de barbárie?
Talvez a bandeira não seja esta, a de vincular
o "pagamento da nossa divida social", legimita e,
repito, extremamente necessária, com políticas públicas
educacionais. Talvez a bandeira, a luta, o horizonte deveriam ser
(ou voltar a ser) o da universalização da educação pública,
da qualidade do ensino, melhores salários para todos
os professores, mais livros, bibliotecas, mais pesquisa,
desenvolvimento científico, mais professores, salas de aula
adequadas, com turmas não grandes o suficiente para virar
"palestra" e evitar a interação, o debate, metodologias
que valorizem mais o conteúdo, o ser, um conjunto bem articulado
de indicadores, e não uma ditadura de alguns poucos números
superficiais e insuficientes, a ditadura da forma... estou errado?
Abraços
Prof. Édi Augusto Benini -
Universidade Federal do Tocantins
Acho que o debate está bom, penso que deve sim entrar no blog.
Eu gostaria de acrescentar algo que há muito eu já vinha refletindo também nessa questão da produtividade e da quantidade de tempo e horas na escola para as crianças, com esse aspecto de que a criança na escola está protegida das ruas, das armadilhas da rua e também do trabalho infantil.
Vocês trazem à tona o aspecto dos marketeiros políticos que tudo utilizam com possibilidade de dividendo político, inclusive e principalmente a bandeira da "educação".
Acho legal a escola de tempo integral, em vários aspectos, principalmente em lugares onde não há políticas consistentes para a infância, adolescência e juventude, onde, supostamente, estas escolas ofereceriam as alternativas de arte, cultura e sócio-educação a que todos(a) têm direito.
Mas, volto a falar do desempoderamento da família e do habitat comunitário das pessoas, acrescentando a isso, além de tudo, a desvalorização de crianças e adolescentes enquanto sujeitos de escolhas, sujeitos de criações e decisões.
Diminuir o tempo livre, o tempo de férias, parece todo tempo querer nos dizer "diminuir o tempo de rua, o tempo de ócio, o tempo da pseudo-marginalidade" que representa cada criança pobre no imaginário inconsciente da classe empoderada, representada pelo Estado, pelos políticos, por quem pensa as políticas. Ser criança pobre é ser um marginal em potencial, por isso, escola!
Tirar das ruas, ou dos espaços comunitários sem a vigília dos que representam o poder e o saber, seria "prevenir a marginalidade potencial que cada criança pobre representa".
Veja os ricos, que vão às escolas privadas, tem no outro período e no tempo de férias alargado a chance de viajar, de ir ao cinema, de ir aos grandes parques, de jogar em casa seus jogos eletrônicos...
Os pobres estão sempre à mercê das ruas = escola de marginais.
Percebo há muito tempo uma discriminaçãozinha embutida nisso.
Ninguém pensa que somos nós educadores e os políticos e políticas brasileiros que não sabem ainda ver nos pequenos estudantes o/a sujeito/ ali existente e que nõs não sabemos mais lidar com os espaços não apropriados, com os espaços que seriam de liberdade; não sabemos lidar com a rua!
Por que será que a RUA fascina tanto as pessoas? Por que será que meu menino só quer viver na rua?
Por que será que meu filho quer tanto a liberdade...e tão logo manifesta isso, já temos medo de que ele seja um "um menino de rua" , um chamado "marginal", ainda mais ele sendo "preto". Todos me perguntam: não vai colocar na escola de tempo integral?
Então, toca escola nele...toca inflação de atividades nele, que é para ele não ter tempo de pensar a liberdade, olhar, gostar e preferir!
E eu, fico tentada...me sinto culpada e ainda minha auto-estima como educadora vai lá embaixo.
Vocês acham que estou errada em pensar essas coisas? Talvez os meus anos de trabalho com população de rua tenha me levado a assimilar esse desejo de liberdade e, às vezes, necessidade advinda da miséria.
Neste mês de janeiro um fato em particular me chamou atenção: crianças e adolescentes já estão iniciando o seu ano letivo!
Isso me faz lembrar dos 4 meses inteiros que a nossa geração tinha de férias - dezembro, janeiro e fevereiro, além de julho.
Aparentemente temos uma evolução, mais tempo de estudo e trabalho, menor tempo de ociosidade, logo, maior produtividade, qualidade de ensino e eficiência. Será isso mesmo?
Sobre a qualidade de ensino, apesar de aumentar os indicadores de aprovação (talvez fruto, em grande medida, de vários "artíficios" de gerenciamento escolar), outros indicadores mais diretamente relacionados ao conteúdo do aprendizado indicam desempenhos insuficientes. Não raramente vejo hoje alunos chegarem no ensino superior mal sabendo desenvolver um raciocínio crítico, ou pior, incapazes de produzir corretamente um texto acadêmico, ou seja, observamos graves seqüelas na formação básica dos nossos estudantes.
Há 20 anos ou mais, nos tempos de "4 meses de férias", provavelmente não se abrangia todo o conteúdo que hoje é disponibilizado aos alunos, porém, nas questões básicas e elementares do conhecimento, o rigor e o nivel de exigência eram incomparavelmente superiores. Todas as pessoas com mais de 30 anos de idade (imagino que foi exatamente nesse tempo que a reversão foi mais forte), e que estudaram nos escolas públicas, podem comprovar esta hipótese.
Nesse contexto, algumas considerações precisam ser evidenciadas para um debate mais aprofundado da questão.
Primeiro que tempo não está diretamente relacionado com qualidade de ensino. Obviamente que nosso corpo não é uma máquina, nossa cabeça não é um computador, no qual basta inserir mais e mais conteúdos. Há uma maneira diferenciada dos seres humanos "compreenderem" o mundo, pois há também interação, contatos, tato, trocas, vivências, meditações, etc. Mesmo a nossa concentração numa aula é limitada, e cada um tem o seu "tempo" de "decifrar" o mundo e conectar conhecimentos e experiências.
Se queremos formar pessoas plenas, íntegras, não apenas replicantes de alguns conceitos ou fórmulas já consagradas, mas sobretudo sabedores do contexto e da lógica que propriciou tais conhecimentos, sabedores e críticos do seu valor de uso, da sua utilidade, do próposito do conhecimento, e, por que não, de propósito de estar vivo, se queremos tal tipo de formação, não se pode reduzir todo o processo educacional a números, índices de aprovação e quantitativo de conteúdos. Trata-se de um produtivismo cego, que transforma pessoas em objetos. Exige-se mais quantidade sobre cada vez menos qualidade, exige-se mais dedicação ao mundo da produção material e menos espaço para um viver livre e pleno, é a tirania do superficial e da banalidade.
O tempo livre é um direito de todo o ser vivo, é o reino da liberdade, no qual fazemos o que preferimos ou desejamos, como seres humanos, e não o reino da necessidade, no qual abrimos mão de parcelas preciosas da nossa vida para viabilizar nossa sobrevivência neste tipo de sociedade (estudar para ter uma profissão, ter uma profissão para ter um emprego, ter um emprego para poder comprar os objetos necessários para a vida cotidiana e não padecer na "indigência").
Se considerarmos o sentido de "ser criança", tal elemento ganha ainda mais relevo. Eram nas férias escolares de "4 meses" que a gente se divertia, conhecia novos amigos, novas brincadeiras, novas experiências, novas leituras, enfim, "degustava a vida". Isso abria a mente, instigava a criatividade, criava o conhecer e o saber como uma deliciosa experiência de pertecer a este mundo. Por outro lado, os professores tinham mais tempo de férias, e com isso, além do merecido descanso, podiam ler e se preparar melhor essa nobre arte de educar. Em outras palaves, havia EFETIVIDADE na formação integral do pessoa, de um ser HUMANO!
O que vemos hoje das nossas crianças e adolescentes? Pouco tempo livre, pois há tantos e tantos compromissos... aulas e mais aulas, cursos, etc, etc... no tempo que resta, televisão, video games...
Fica a pergunta: A quem serve ou a quê vem o produtivismo hoje na educação?
Talvez para governantes aumentarem sua popularidade, por meio da melhoria de alguns "indicadores"... Talvez para aumentar o lucro de algumas empresas, pois mais tempo de "aula" é maior consumo de objetos... Talvez para aprisionar, ou mesmo evitar, o ensino e a prática críticos, pois estas requerem além de tempo, debates e interações... Talvez para consolidar a dominação, pois fomenta-se mais um "conhecer para produzir" do que um saber para viver com autonomia e liberdade...