Disciplina: Análise Crítica da Teoria Organizacional (10, 11 e 12 de julho)
Professor: Felipe Luiz Gomes e Silva
Currículo do Professor:
CURSO UNIVERSITÁRIO
Administração de Empresas - Escola de Administração de Empresas da Universidade Federal de Pernambuco, Recife. Período: 1967 a 1970.
CURSOS PÓS-GRADUAÇÃO
. Curso de Mestrado em Administração de Empresas
Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo. Área de Concentração: Teoria e Comportamento Organizacionais.
Orientador: Prof. Dr. Fernando C.Prestes Motta.
Título da Dissertação "Origens das Organizações Modernas: uma perspectiva histórica (burocracia fabril)
. Curso de Doutorado em Sociologia.
Faculdade de Ciência e Letras da Universidade Estadual Paulista – Campus Araraquara.
Título da Tese: “Gestão da Força de Trabalho e Capital: Do Paradigma Taylorista-Fordista de Produção em Massa ao Sistema de Produção em Massa Flexível”
SEMINÁRIOS, ENCONTROS, CONGRESSOS. (Alguns)
. VII The Third Biennial Conference, Culture, Technology and Change in The Americas.
Período: April 5-9 de 1995. Na University of South Florida – Trabalho apresentado: A Noção de Racionalidade na Teoria Organizacional: O falso confronto entre as idéias dos pioneiros da organização do trabalho e o movimento de relações humanas.(Publicado nos Anais- pp.247 a 259)
. XX Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós -Graduação em Administração.
Período: 22 a 25 de setembro de 1996.Local Club Med, Mangaratiba, Rio de Janeiro. Trabalho apresentado: Teoria Organizacional e Gestão de Recursos Humanos: Do Paradigma Clássico de Produção em Massa ao Sistema Toyota de Produção. (Publicado nos Anais. P.85).
. 49a Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Período: 13 a 18 de julho de 1997.Local: Belo Horizonte Trabalho apresentado: Gestão da Força de Trabalho e Capital: do Paradigma Taylorista - Fordista de Produção em Massa ao Sistema de Produção em Massa Flexível Dia 16/07/97.(Resumo Publicado nos Anais-p. movimento de relações humanas e o Sistema Toyota de Produção. (Resumo publicado nos Anais-página 02)
. 54ª Reunião da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência – UFPe.- Recife. Julho de 2003. Trabalho aceito: A organização e a gestão dos recursos humanos por meio dos estoques: uma abordagem crítica.
. XII Congresso Nacional dos Sociólogos: A Profissão de Sociólogo numa Era de Incerteza.
Realizado na Universidade Federal do Paraná – Curitiba. 1 a 4 de abril de 2002. Trabalhos Apresentados:
“O Discurso eficientista na teoria organizacional: uma análise crítica.” (Resumo publicado nos Anais p.83 e Trabalho publicado em CD - ROOM).
“O Sistema de Produção em Massa Flexível e a ideologia do Trabalho Qualificado: Uma Forma de Apropriação da Subjetividade Humana”.(Resumo publicado nos Anais p.67 e Trabalho publicado em CD - Room).
. XVII Encontro de Psicologia e IV – Encontro de Pós-Graduação em Psicologia – 10 a 13 de setembro 2002.
Universidade Estadual Paulista – Campus de Assis.
Mesa Redonda: Gestão da Força de Trabalho e Apropriação da Subjetividade. Data: 13 de setembro de 2002
Debatedores: Leny Sato (USP – S. Paulo) e Felipe Luiz Gomes e Silva. (UNESP).
JORNADAS CIENTÍFICAS
. Jornada Maurício Tragtenberg: Uma Vida para as Ciências Humanas. Promovida pelo Departamento de Administração Escolar da UNESP-Campus de Marília-realizada no período 23 a 27 de agosto de 1999. Conferência Proferida: Uma Breve Reflexão Sobre as Harmonias Administrativas: de Frederick W. Taylor a Taiichi Ohno. (Publicado In: “Maurício Tragtenberg: Uma vida para as Ciências Humanas” Silva, D. e Marrach, Sonia (orgs.) São Paulo: Editora Unesp, 2001)Data: 15 de maio de 2002.
. VIAGENS CULTURAIS E DE ESTUDOS
a)Viagem cultural aos Estados Unidos da América do Norte. Selecionado pela USIS/SUDENE após participação no Seminário Regional de Economia - Recife. Critério de seleção: trabalho escrito sobre o desenvolvimento regional.
b)Viagem cultural a Lisboa maio/junho de 2001.
Visita técnica à Universidade Técnica de Lisboa e em especial ao Curso de Administração Pública.
-Participação como ouvinte: Conferência “A Caverna e suas implicações”. Proferida pelo Dr. José Saramago.
Data: 25 de maio de 2001. Promoção: Instituto Cervantes de Lisboa-Portugal
-Participação como ouvinte: “Problemas Actuais da Economia Européia”. Promoção: Fundação Calouste Gulbenkian-Lisboa-Portugal. Data: 01 de junho de 2001.
ARTIGOS, LIVROS e RESUMOS PUBLICADOS (Alguns)
As Origens das Organizações: Uma Perspectiva Histórica. Revista de Administração de Empresas (RAE) da FGV - Vol. 26, no 4 outubro/dezembro 1986.
A Linha de Montagem no Final do Século. RAE/FGV - vol. 26, no 4 outubro/dezembro - 1986.
. A Organização do Trabalho na Linha de Montagem e a Teoria das Organizações. RAE/FGV - vol. 27, no 3 - 1987.
. Gestão da Força de Trabalho e Capital. Revista Estudos de Sociologia - Ano 2, número3, 1997 - Faculdade de Ciências e Letras da Unesp, Araraquara.
ISNN-14114-0144 páginas 35 a 54.
Capítulo de Livro: Uma Breve Reflexão Sobre As Harmonias Administrativas: De Frederick W. Taylor a Taiichi Ohno. (Publicado In: Maurício Tragtenberg: Uma vida para as Ciências Humanas. Silva, Doris A e Marrach, Sonia (organizadoras) S.Paulo: Editora Unesp. 2001. ISBN· 85-7139-359-1).
Artigos:
.A organização e a gestão de recursos humanos por meio de estoque: uma abordagem crítica.
Revista Organizações e Democracia- Marília, n.3, 2002 (Unesp)Vieitez, C. G e Dal Ri, N.M. (Orgs.)
.A apropriação da subjetividade da classe trabalhadora: burocracia e autogestão.
Revista Organizações e Democracia, Marília, v.5 n. 1. 2004 (Unesp).
.Os profetas de uma terra prometida:o terceiro setor.
Revista Organizações e Democracia, Marília, v.7., n. 12, 2006(Unesp).
Livro publicado:
Título: A fábrica como agência educativa. Editora Cultura Acadêmica .Laboratório Editorial da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista. Ano de 2004.
Membro do Grupo Acadêmico-FCL/UNESP.
Grupo de Pesquisa em História Econômica e Social Contemporânea (GPHEC).
. ATIVIDADES DE MAGISTÉRIO
Professor da Escola de Engenharia de São Carlos - Universidade de São Paulo - São Carlos.
. ATIVIDADE ATUAL
Professor Assistente - Doutor da Universidade Estadual Paulista.
Faculdade de Ciências e Letras - Campus Araraquara
Departamento de Administração Pública
São Carlos, setembro de 2007.
Páginas Vinculadas
Página específica para a 3ª edição do curso de especialização em Gestão Pública e Sociedade:
domingo, 14 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Legalização da Grilagem
Debate muito sério e urgente... qual será o futuro do nosso povo, dos nossos filhos e netos, diante de tamanha usurpação!!! Segue abaixo artigo reproduzido do sítio: correio da cidadania.
Legalização da grilagem
O governo legalizou a grilagem. Não é a primeira vez.
No período colonial e no império houve diversas dessas legalizações. A mais escandalosa até o presente foi a legalização permitida pela Lei de Terras de 1850. O Registro Paroquial instituído por essa lei permitia aos poderosos fazendeiros, mediante simples declaração, legalizar posses com o vigário da sua cidade, cabendo ao declarante indicar o tamanho e os limites dessas terras! Desse modo, as sesmarias caducas (terras públicas, portanto) foram legalizadas e formaram os enormes latifúndios que perpetuam até hoje a escandalosa concentração da propriedade da terra. Mas, agora, a Medida Provisória 458, aprovada esta semana no Senado, foi mais longe: entregou 67 milhões de hectares de terras a grileiros que tomaram posse ilegalmente de terras devolutas já arrecadadas pelo Estado e matriculadas nos registros públicos como terras públicas. Desse modo, pessoas que deveriam ser criminalmente processadas foram aquinhoadas com a faculdade de comprar, por dá cá aquela palha, as terras que usurparam da reforma agrária. A medida é totalmente inconstitucional e visa unicamente "lavar" títulos ilegítimos de terra (como se lava dinheiro do narcotráfico) para que seus detentores - os grileiros - possam transferi-los aos mega agronegócios nacionais e estrangeiros.
Esses honrados empresários não querem confusão com a Justiça quando forem montar as enormes fazendas de produção de soja, cana-de-açúcar para fabricação de etanol, carne e exploração madeireira naquela região. Além de inconstitucional, a Medida Provisória representa um enorme prejuízo ecológico, pois já não há mais quem desconheça que a região amazônica é imprópria para o tipo de exploração que essas empresas irão implantar.
Infelizmente, o estado de anomia da sociedade brasileira é tamanho que uma monstruosidade destas passa no Congresso sem maiores manifestações dos diversos setores sociais. Se nem a entrega de terras que a Constituição destinou à reforma agrária nem o comprometimento do equilíbrio ecológico de uma região sabidamente vulnerável conseguem tirar a opinião pública do estado letárgico em que se encontra, não há muita esperança de que a consideração do risco à soberania nacional sobre aquela região consiga provocar alguma reação. De qualquer forma, contudo, é preciso deixar registrado aqui: a Medida Provisória, agora convertida em lei, se não for fulminada pela Justiça, marcará o início de um novo período na história do país – uma mudança de qualidade no histórico de "entreguismo" da burguesia brasileira.
Até hoje essa burguesia desfibrada entregou ao capital estrangeiro a propriedade da indústria, das finanças, do comércio e dos serviços. Mas ainda não havia cedido a propriedade da terra, porque o domínio da terra é a condição primeira da soberania. Não é preciso lembrar o Acre para saber o que acontece quando um país deixa que a maioria das terras de uma região caia em mãos de estrangeiros. Na década de setenta, os militares, preocupados com a compra de terras por estrangeiros na Amazônia, fizeram editar uma lei que punha limites nessas transações. A conjuntura que estamos vivendo é a mais adversa que a Nação brasileira já enfrentou, de modo que toda reação parece inútil.
Mas que ninguém se iluda: a história cobrará desta geração a entrega da Amazônia ao capital estrangeiro. Quem não quiser que seus descendentes carreguem essa vergonha, precisa se manifestar agora.
Fonte: Editorial do Correio da cidadania.
Legalização da grilagem
O governo legalizou a grilagem. Não é a primeira vez.
No período colonial e no império houve diversas dessas legalizações. A mais escandalosa até o presente foi a legalização permitida pela Lei de Terras de 1850. O Registro Paroquial instituído por essa lei permitia aos poderosos fazendeiros, mediante simples declaração, legalizar posses com o vigário da sua cidade, cabendo ao declarante indicar o tamanho e os limites dessas terras! Desse modo, as sesmarias caducas (terras públicas, portanto) foram legalizadas e formaram os enormes latifúndios que perpetuam até hoje a escandalosa concentração da propriedade da terra. Mas, agora, a Medida Provisória 458, aprovada esta semana no Senado, foi mais longe: entregou 67 milhões de hectares de terras a grileiros que tomaram posse ilegalmente de terras devolutas já arrecadadas pelo Estado e matriculadas nos registros públicos como terras públicas. Desse modo, pessoas que deveriam ser criminalmente processadas foram aquinhoadas com a faculdade de comprar, por dá cá aquela palha, as terras que usurparam da reforma agrária. A medida é totalmente inconstitucional e visa unicamente "lavar" títulos ilegítimos de terra (como se lava dinheiro do narcotráfico) para que seus detentores - os grileiros - possam transferi-los aos mega agronegócios nacionais e estrangeiros.
Esses honrados empresários não querem confusão com a Justiça quando forem montar as enormes fazendas de produção de soja, cana-de-açúcar para fabricação de etanol, carne e exploração madeireira naquela região. Além de inconstitucional, a Medida Provisória representa um enorme prejuízo ecológico, pois já não há mais quem desconheça que a região amazônica é imprópria para o tipo de exploração que essas empresas irão implantar.
Infelizmente, o estado de anomia da sociedade brasileira é tamanho que uma monstruosidade destas passa no Congresso sem maiores manifestações dos diversos setores sociais. Se nem a entrega de terras que a Constituição destinou à reforma agrária nem o comprometimento do equilíbrio ecológico de uma região sabidamente vulnerável conseguem tirar a opinião pública do estado letárgico em que se encontra, não há muita esperança de que a consideração do risco à soberania nacional sobre aquela região consiga provocar alguma reação. De qualquer forma, contudo, é preciso deixar registrado aqui: a Medida Provisória, agora convertida em lei, se não for fulminada pela Justiça, marcará o início de um novo período na história do país – uma mudança de qualidade no histórico de "entreguismo" da burguesia brasileira.
Até hoje essa burguesia desfibrada entregou ao capital estrangeiro a propriedade da indústria, das finanças, do comércio e dos serviços. Mas ainda não havia cedido a propriedade da terra, porque o domínio da terra é a condição primeira da soberania. Não é preciso lembrar o Acre para saber o que acontece quando um país deixa que a maioria das terras de uma região caia em mãos de estrangeiros. Na década de setenta, os militares, preocupados com a compra de terras por estrangeiros na Amazônia, fizeram editar uma lei que punha limites nessas transações. A conjuntura que estamos vivendo é a mais adversa que a Nação brasileira já enfrentou, de modo que toda reação parece inútil.
Mas que ninguém se iluda: a história cobrará desta geração a entrega da Amazônia ao capital estrangeiro. Quem não quiser que seus descendentes carreguem essa vergonha, precisa se manifestar agora.
Fonte: Editorial do Correio da cidadania.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
VIDAS DESPERDIÇADAS...
Diante de auschwitzs encapotados,
sistemas para os quais és seringa usada,
não é justo te indignares?
De norte a sul, inspetores-sentinela descem a chibata:
produzem refugos,
cavam abismos...
Tantas câmaras de gás num big brother infame:
não há responsáveis, só julgamentos,
é a Ordem, é o Progresso.
Nesse carro da estupidez assentam-se os de sempre,
prestam culto a mamom, falam de “infinitude”,
e dos caixas eletrônicos saem suas canções preferidas.
No maquinário financeiro não há razão no existir,
tudo é linha de montagem do lucro. És dispensável,
podes viver no depósito de dejetos.
Geração das aflições, com crachás abortivos,
cadáveres belos a caminho do lixão,
não é justo te indignares?
Ary Carlos Moura Cardoso
sistemas para os quais és seringa usada,
não é justo te indignares?
De norte a sul, inspetores-sentinela descem a chibata:
produzem refugos,
cavam abismos...
Tantas câmaras de gás num big brother infame:
não há responsáveis, só julgamentos,
é a Ordem, é o Progresso.
Nesse carro da estupidez assentam-se os de sempre,
prestam culto a mamom, falam de “infinitude”,
e dos caixas eletrônicos saem suas canções preferidas.
No maquinário financeiro não há razão no existir,
tudo é linha de montagem do lucro. És dispensável,
podes viver no depósito de dejetos.
Geração das aflições, com crachás abortivos,
cadáveres belos a caminho do lixão,
não é justo te indignares?
Ary Carlos Moura Cardoso
domingo, 7 de junho de 2009
referências e atividades (disc. Metodologia Científica)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS – METODOLOGIA CIENTÍFICA.
ABREU, Antônio Suarez. A arte de argumentar – gerenciando razão e emoção. Cotia-SP: Ateliê, 2004
ANDERY. Maria Amália. Para compreender a ciência. São Paulo: EDUC, 2000.
APPOLINÁRIO, Fábio. Dicionário de metodologia científica – um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2005.
BAZARIAN, Jacob. O problema da verdade. São Paulo: Alfa-Ômega, 1994.
BOAVENTURA, Edivaldo. Como ordenar as idéias. São Paulo: Ática, 2007.
BOOTH, Wayne C. A arte da pesquisa. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CARDOSO, Ary Carlos Moura Cardoso. Dos Racionalizadores. Palmas-TO: Jornal do Tocantins, p. 04, maio de 2009.
------------------------------------------------ Da textualidade. Palmas-TO: Jornal do Tocantins, p. 04, março de 2008
CARRAHER, David W. Senso crítico – do dia-a-dia às ciências humanas. São Paulo: Pioneira, 1989.
CHRÉTIEN, Claude. A ciência em ação. Campinas-SP: Papirus, 1984.
CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
CHALMERS, A. F. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1995.
----------------------- A fabricação da ciência. São Paulo: Unesp, 1994.
CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 2008.
DEMO, PEDRO. Metodologia científica em ciências sociais. São Paulo: Atlas, 2009
-------------------- Introdução à metodologia da ciência. São Paulo: Atlas, 1987.
Filho, Eduardo Sucupira. Introdução ao pensamento dialético. São Paulo: Alfa-Ômega, 1984
GARCIA, Regina Leite (Org.). Método métodos contramétodo. São Paulo: Cortez, 2003
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro: FGV, 2000.
GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Avercamp, 2005.
------------------------------------------- Manual de artigos científicos. São Paulo: Avercamp, 2004.
------------------------------------------ Manual de projetos de pesquisa científica. São Paulo: Avercamp, 2007.
------------------------------------------ Manual de resumos e comunicações científicas. São Paulo: Avercamp, 2005.
GRANGER, Gilles-Gaston. A ciência e as ciências. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1994.
HESSEN, Johannes. Teoria do conhecimento. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
HÜNE, Leda Miranda (Orgenizadora). Metodologia científica – caderno de textos e técnicas. Rio de Janeiro, 2002.
JAPIASSU, Hilton. A crise da razão do saber objetivo – as ondas do irracional. São Paulo: Letras & Letras, 1996.
MAGALHÃES, Gildo. Introdução à metodologia da pesquisa – caminhos da ciência e tecnologia. São Paulo: Ática, 2006.
MAZZOTTI, Alda Judith Alves & GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais – pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 200.
MEYER, Bernard. A arte de argumentar. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (Organizadora). Pesquisa social – teoria, método e criatividade. Petrópolis-RJ: Vozes, 2007.
MOREIRA, Herivelto & CALEFFE, Luiz Gonzaga. Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador. Rio de Janeiro: DP&A, 2008.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2008.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Vozes, 2008.
ORLANDI, Eni Puccinelli. As formas do silêncio – no movimento dos sentidos. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2002.
QUIVY, Raymond. Manual de investigação em ciências sociais. Gradiva, 1998.
------------------------------- Interpretação – autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Petrópolis-RJ: Vozes, 1996.
RABUSKE, Edvino. Epistemologia das ciências humanas. EDUCS, 1987.
SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia científica- a construção do conhecimento. Rio de Janeiro: DP&A, 2007.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. São Paulo: Cortez, 2008.
-------------------------------------- (Org.) Conhecimento prudente para uma vida decente – um discurso sobre as ciências revisitado. São Paulo: Cortez, 2006.
SENRA, Nelson de Castro. O cotidiano da pesquisa. São Paulo: Ática, 2000.
SOARES, Edvaldo. Metodologia científica – lógica, epistemologia e normas. São Paulo: Atlas, 2005.
TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias – acadêmica, da ciência e da pesquisa. Petrópolis: Vozes, 2009
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2007.
TIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais – a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2008.
VAL, Maria da Graça Costa, Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
VASCONCELLOS, Maria José Esteve de. Pensamento sistêmico – o novo paradigma da ciência.Campinas-SP: Papirus, 2202.
Obs. Todos os livros e textos foram apresentados pelo professor quando do primeiro encontro. Três deles estão sendo trabalhados em sala de aula.
O livro “Um Discurso Sobre As Ciências”, de Boaventura de Sousa Santos, deverá ser analisado (estudado) a fim de que seja produzida uma resenha sobre o mesmo. As orientações sobre este tipo de trabalho (resenha) se encontram num texto meu intitulado “Pistas de Como se Fazer Uma Resenha”, encontrado em:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/arycarlos (Clique na seção “Artigos”).
No próximo encontro, definiremos a data para entrega desta atividade avaliativa.
Prof. Ary Carlos Moura Cardoso
ABREU, Antônio Suarez. A arte de argumentar – gerenciando razão e emoção. Cotia-SP: Ateliê, 2004
ANDERY. Maria Amália. Para compreender a ciência. São Paulo: EDUC, 2000.
APPOLINÁRIO, Fábio. Dicionário de metodologia científica – um guia para a produção do conhecimento científico. São Paulo: Atlas, 2005.
BAZARIAN, Jacob. O problema da verdade. São Paulo: Alfa-Ômega, 1994.
BOAVENTURA, Edivaldo. Como ordenar as idéias. São Paulo: Ática, 2007.
BOOTH, Wayne C. A arte da pesquisa. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
CARDOSO, Ary Carlos Moura Cardoso. Dos Racionalizadores. Palmas-TO: Jornal do Tocantins, p. 04, maio de 2009.
------------------------------------------------ Da textualidade. Palmas-TO: Jornal do Tocantins, p. 04, março de 2008
CARRAHER, David W. Senso crítico – do dia-a-dia às ciências humanas. São Paulo: Pioneira, 1989.
CHRÉTIEN, Claude. A ciência em ação. Campinas-SP: Papirus, 1984.
CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.
CHALMERS, A. F. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1995.
----------------------- A fabricação da ciência. São Paulo: Unesp, 1994.
CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 2008.
DEMO, PEDRO. Metodologia científica em ciências sociais. São Paulo: Atlas, 2009
-------------------- Introdução à metodologia da ciência. São Paulo: Atlas, 1987.
Filho, Eduardo Sucupira. Introdução ao pensamento dialético. São Paulo: Alfa-Ômega, 1984
GARCIA, Regina Leite (Org.). Método métodos contramétodo. São Paulo: Cortez, 2003
GARCIA, Othon M. Comunicação em prosa moderna. Rio de Janeiro: FGV, 2000.
GONÇALVES, Hortência de Abreu. Manual de metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Avercamp, 2005.
------------------------------------------- Manual de artigos científicos. São Paulo: Avercamp, 2004.
------------------------------------------ Manual de projetos de pesquisa científica. São Paulo: Avercamp, 2007.
------------------------------------------ Manual de resumos e comunicações científicas. São Paulo: Avercamp, 2005.
GRANGER, Gilles-Gaston. A ciência e as ciências. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1994.
HESSEN, Johannes. Teoria do conhecimento. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
HÜNE, Leda Miranda (Orgenizadora). Metodologia científica – caderno de textos e técnicas. Rio de Janeiro, 2002.
JAPIASSU, Hilton. A crise da razão do saber objetivo – as ondas do irracional. São Paulo: Letras & Letras, 1996.
MAGALHÃES, Gildo. Introdução à metodologia da pesquisa – caminhos da ciência e tecnologia. São Paulo: Ática, 2006.
MAZZOTTI, Alda Judith Alves & GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais – pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 200.
MEYER, Bernard. A arte de argumentar. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
MINAYO, Maria Cecília de Souza (Organizadora). Pesquisa social – teoria, método e criatividade. Petrópolis-RJ: Vozes, 2007.
MOREIRA, Herivelto & CALEFFE, Luiz Gonzaga. Metodologia da pesquisa para o professor pesquisador. Rio de Janeiro: DP&A, 2008.
MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2008.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Como fazer pesquisa qualitativa. Petrópolis: Vozes, 2008.
ORLANDI, Eni Puccinelli. As formas do silêncio – no movimento dos sentidos. Campinas-SP: Editora da Unicamp, 2002.
QUIVY, Raymond. Manual de investigação em ciências sociais. Gradiva, 1998.
------------------------------- Interpretação – autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico. Petrópolis-RJ: Vozes, 1996.
RABUSKE, Edvino. Epistemologia das ciências humanas. EDUCS, 1987.
SANTOS, Antônio Raimundo dos. Metodologia científica- a construção do conhecimento. Rio de Janeiro: DP&A, 2007.
SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. São Paulo: Cortez, 2008.
-------------------------------------- (Org.) Conhecimento prudente para uma vida decente – um discurso sobre as ciências revisitado. São Paulo: Cortez, 2006.
SENRA, Nelson de Castro. O cotidiano da pesquisa. São Paulo: Ática, 2000.
SOARES, Edvaldo. Metodologia científica – lógica, epistemologia e normas. São Paulo: Atlas, 2005.
TEIXEIRA, Elizabeth. As três metodologias – acadêmica, da ciência e da pesquisa. Petrópolis: Vozes, 2009
THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2007.
TIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais – a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2008.
VAL, Maria da Graça Costa, Redação e textualidade. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
VASCONCELLOS, Maria José Esteve de. Pensamento sistêmico – o novo paradigma da ciência.Campinas-SP: Papirus, 2202.
Obs. Todos os livros e textos foram apresentados pelo professor quando do primeiro encontro. Três deles estão sendo trabalhados em sala de aula.
O livro “Um Discurso Sobre As Ciências”, de Boaventura de Sousa Santos, deverá ser analisado (estudado) a fim de que seja produzida uma resenha sobre o mesmo. As orientações sobre este tipo de trabalho (resenha) se encontram num texto meu intitulado “Pistas de Como se Fazer Uma Resenha”, encontrado em:
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/arycarlos (Clique na seção “Artigos”).
No próximo encontro, definiremos a data para entrega desta atividade avaliativa.
Prof. Ary Carlos Moura Cardoso
sábado, 6 de junho de 2009
Texto para Debate: A delinquencia Acadêmica
A Delinqüência Acadêmica
Maurício Tragtenberg
O tema é amplo: a relação entre a dominação e o saber, a relação entre o intelectual e a
universidade como instituição dominante ligada à dominação, a universidade antipovo.
A universidade está em crise. Isto ocorre porque a sociedade está em crise; através da
crise da universidade é que os jovens funcionam detectando as contradições profundas
do social, refletidas na universidade. A universidade não é algo tão essencial como a
linguagem; ela é simplesmente uma instituição dominante ligada à dominação. Não é uma
instituição neutra; é uma instituição de classe, onde as contradições de classe aparecem.
Para obscurecer esses fatores ela desenvolve uma ideologia do saber neutro, científico, a
neutralidade cultural e o mito de um saber “objetivo”, acima das contradições sociais.
No século passado, período do capitalismo liberal, ela procurava formar um tipo de
“homem” que se caracterizava por um comportamento autônomo, exigido por suas
funções sociais: era a universidade liberal humanista e mandarinesca. Hoje, ela forma a
mão-de-obra destinada a manter nas fábricas o despotismo do capital; nos institutos de
pesquisa, cria aqueles que deformam os dados econômicos em detrimento dos
assalariados; nas suas escolas de direito forma os aplicadores da legislação de exceção;
nas escolas de medicina, aqueles que irão convertê-la numa medicina do capital ou
utilizá-la repressivamente contra os deserdados do sistema.
Em suma, trata-se de “um complô de belas almas” recheadas de títulos acadêmicos, de um doutorismo substituindo o bacharelismo, de uma nova pedantocracia, da produção de um saber a serviço do poder, seja ele de que espécie for.
Na instância das faculdades de educação, forma-se o planejador tecnocrata a quem
importa discutir os meios sem discutir os fins da educação, confeccionar reformas
estruturais que na realidade são verdadeiras “restaurações”. Formando o professorpolicial,
aquele que supervaloriza o sistema de exames, a avaliação rígida do aluno, o
conformismo ante o saber professoral. A pretensa criação do conhecimento é substituída
pelo controle sobre o parco conhecimento produzido pelas nossas universidades, o
controle do meio transforma-se em fim, e o “campus” universitário cada vez mais parece
um universo concentracionário que reúne aqueles que se originam da classe alta e média,
enquanto professores, e os alunos da mesma extração social, como “herdeiros” potenciais
do poder através de um saber minguado, atestado por um diploma.
A universidade classista se mantém através do poder exercido pela seleção dos
estudantes e pelos mecanismos de nomeação de professores. Na universidade
mandarinal do século passado o professor cumpria a função de “cão de guarda” do
sistema: produtor e reprodutor da ideologia dominante, chefe de disciplina do estudante.
Cabia à sua função professoral, acima de tudo, inculcar as normas de passividade,
subserviência e docilidade, através da repressão pedagógica, formando a mão-de-obra
para um sistema fundado na desigualdade social, a qual acreditava legitimar-se através
da desigualdade de rendimento escolar; enfim, onde a escola “escolhia” pedagogicamente
os “escolhidos” socialmente.
A transformação do professor de “cão de guarda” em “cão pastor” acompanha a
passagem da universidade pretensamente humanista e mandarinesca à universidade
tecnocrática, onde os critérios lucrativos da empresa privada, funcionarão para a
formação das fornadas de “colarinhos brancos” rumo às usinas, escritórios e
dependências ministeriais. É o mito da assessoria, do posto público, que mobiliza o
diplomado universitário.
A universidade dominante reproduz-se mesmo através dos “cursos críticos”, em que o
juízo professoral aparece hegemônico ante os dominados: os estudantes. Isso se realiza
através de um processo que chamarei de “contaminação”. O curso catedrático e
dogmático transforma-se num curso magisterial e crítico; a crítica ideológica é feita nos
chamados “cursos críticos”, que desempenham a função de um tranqüilizante no meio
universitário. Essa apropriação da crítica pelo mandarinato universitário, mantido o
sistema de exames, a conformidade ao programa e o controle da docilidade do estudante
como alvos básicos, constitui-se numa farsa, numa fábrica de boa consciência e
delinqüência acadêmica, daqueles que trocam o poder da razão pela razão do poder. Por
isso é necessário realizar a crítica da crítica-crítica, destruir a apropriação da crítica pelo
mandarinato acadêmico. Watson demonstrou como, nas ciências humanas, as pesquisas
em química molecular estão impregnadas de ideologia. Não se trata de discutir a
apropriação burguesa do saber ou não-burguesa do saber, mas sim a destruição do
“saber institucionalizado”, do “saber burocratizado” como único “legítimo”. A apropriação
universitária (atual) do conhecimento é a concepção capitalista de saber, onde ele se
constitui em capital e toma a forma nos hábitos universitários.
A universidade reproduz o modo de produção capitalista dominante não apenas pela
ideologia que transmite, mas pelos servos que ela forma. Esse modo de produção
determina o tipo de formação através das transformações introduzidas na escola, que
coloca em relação mestres e estudantes. O mestre possui um saber inacabado e o aluno
uma ignorância transitória, não há saber absoluto nem ignorância absoluta. A relação de
saber não institui a diferença entre aluno e professor, a separação entre aluno e professor
opera-se através de uma relação de poder simbolizada pelo sistema de exames – “esse
batismo burocrático do saber”. O exame é a parte visível da seleção; a invisível é a
entrevista, que cumpre as mesmas funções de “exclusão” que possui a empresa em
relação ao futuro empregado. Informalmente, docilmente, ela “exclui” o candidato. Para o
professor, há o currículo visível, publicações, conferências, traduções e atividade didática,
e há o currículo invisível – esse de posse da chamada “informação” que possui espaço na
universidade, onde o destino está em aberto e tudo é possível acontecer. É através da
nomeação, da cooptação dos mais conformistas (nem sempre os mais produtivos) que a
burocracia universitária reproduz o canil de professores. Os valores de submissão e
conformismo, a cada instante exibidos pelos comportamentos dos professores, já
constituem um sistema ideológico. Mas, em que consiste a delinqüência acadêmica?
A “delinqüência acadêmica” aparece em nossa época longe de seguir os ditames de Kant:
“Ouse conhecer.” Se os estudantes procuram conhecer os espíritos audazes de nossa
época é fora da universidade que irão encontrá-los. A bem da verdade, raramente a
audácia caracterizou a profissão acadêmica. Os filósofos da revolução francesa se
autodenominavam de “intelectuais” e não de “acadêmicos”. Isso ocorria porque a
universidade mostrara-se hostil ao pensamento crítico avançado. Pela mesma razão, o
projeto de Jefferson para a Universidade de Virgínia, concebida para produção de um
pensamento independente da Igreja e do Estado (de caráter crítico), fora substituído por
uma “universidade que mascarava a usurpação e monopólio da riqueza, do poder”. Isso
levou os estudantes da época a realizarem programas extracurriculares, onde Emerson
fazia-se ouvir, já que o obscurantismo da época impedia a entrada nos prédios
universitários, pois contrariavam a Igreja, o Estado e as grandes “corporações”, a que
alguns intelectuais cooptados pretendem que tenham uma “alma”. [1]
Em nome do “atendimento à comunidade”, “serviço público”, a universidade tende cada
vez mais à adaptação indiscriminada a quaisquer pesquisas a serviço dos interesses
econômicos hegemônicos; nesse andar, a universidade brasileira oferecerá disciplinas
como as existentes na metrópole (EUA): cursos de escotismo, defesa contra incêndios,
economia doméstica e datilografia em nível de secretariado, pois já existe isso em
Cornell, Wisconson e outros estabelecimentos legitimados. O conflito entre o técnico e o
humanismo acaba em compromisso, a universidade brasileira se prepara para ser uma
“multiversidade”, isto é, ensina tudo aquilo que o aluno possa pagar. A universidade, vista
como prestadora de serviços, corre o risco de enquadrar-se numa “agência de poder”,
especialmente após 68, com a Operação Rondon e sua aparente democratização, só nas
vagas; funciona como tranqüilidade social. O assistencialismo universitário não resolve o
problema da maioria da população brasileira: o problema da terra.
A universidade brasileira, nos últimos 15 anos, preparou técnicos que funcionaram como
juízes e promotores, aplicando a Lei de Segurança Nacional, médicos que assinavam
atestados de óbito mentirosos, zelosos professores de Educação Moral e Cívica
garantindo a hegemonia da ideologia da “segurança nacional” codificada no Pentágono.
O problema significativo a ser colocado é o nível de responsabilidade social dos
professores e pesquisadores universitários. A não preocupação com as finalidades sociais
do conhecimento produzido se constitui em fator de “delinqüência acadêmica” ou da
“traição do intelectual”. Em nome do “serviço à comunidade”, a intelectualidade
universitária se tornou cúmplice do genocídio, espionagem, engano e todo tipo de
corrupção dominante, quando domina a “razão do Estado” em detrimento do povo. Isso
vale para aqueles que aperfeiçoam secretamente armas nucleares (M.I.T.), armas
químico-biológicas (Universidade da Califórnia, Berkeley), pensadores inseridos na Rand
Corporation, como aqueles que, na qualidade de intelectuais com diploma acreditativo,
funcionam na censura, na aplicação da computação com fins repressivos em nosso país.
Uma universidade que produz pesquisas ou cursos a quem é apto a pagá-los perde o
senso da discriminação ética e da finalidade social de sua produção – é uma
multiversidade que se vende no mercado ao primeiro comprador, sem averiguar o fim da
encomenda, isso coberto pela ideologia da neutralidade do conhecimento e seu produto.
Já na década de 30, Frederic Lilge [2] acusava a tradição universitária alemã da
neutralidade acadêmica de permitir aos universitários alemães a felicidade de um
emprego permanente, escondendo a si próprios a futilidade de suas vidas e seu trabalho.
Em nome da “segurança nacional”, o intelectual acadêmico despe-se de qualquer
responsabilidade social quanto ao seu papel profissional, a política de “panelas”
acadêmicas de corredor universitário e a publicação a qualquer preço de um texto
qualquer se constituem no metro para medir o sucesso universitário. Nesse universo não
cabe uma simples pergunta: o conhecimento a quem e para que serve? Enquanto este
encontro de educadores, sob o signo de Paulo Freire, enfatiza a responsabilidade social
do educador, da educação não confundida com inculcação, a maioria dos congressos
acadêmicos serve de “mercado humano”, onde entram em contato pessoas e cargos
acadêmicos a serem preenchidos, parecidos aos encontros entre gerentes de hotel, em
que se trocam informações sobre inovações técnicas, revê-se velhos amigos e se
estabelecem contatos comerciais.
Estritamente, o mundo da realidade concreta e sempre muito generoso com o acadêmico,
pois o título acadêmico torna-se o passaporte que permite o ingresso nos escalões
superiores da sociedade: a grande empresa, o grupo militar e a burocracia estatal. O
problema da responsabilidade social é escamoteado, a ideologia do acadêmico é não ter
nenhuma ideologia, faz fé de apolítico, isto é, serve à política do poder.
Diferentemente, constitui, um legado da filosofia racionalista do século XVIII, uma
característica do “verdadeiro” conhecimento o exercício da cidadania do soberano direito
de crítica questionando a autoridade, os privilégios e a tradição. O “serviço público”
prestado por estes filósofos não consistia na aceitação indiscriminada de qualquer projeto,
fosse destinado à melhora de colheitas, ao aperfeiçoamento do genocídio de grupos
indígenas a pretexto de “emancipação” ou política de arrocho salarial que converteram o
Brasil no detentor do triste “record” de primeiro país no mundo em acidentes de trabalho.
Eis que a propaganda pela segurança no trabalho emitida pelas agências oficiais não
substitui o aumento salarial.
O pensamento está fundamentalmente ligado à ação. Bergson sublinhava no início do
século a necessidade do homem agir como homem de pensamento e pensar como
homem de ação. A separação entre “fazer” e “pensar” se constitui numa das doenças que
caracterizam a delinqüência acadêmica – a análise e discussão dos problemas relevantes
do país constitui um ato político, constitui uma forma de ação, inerente à responsabilidade
social do intelectual. A valorização do que seja um homem culto está estritamente
vinculada ao seu valor na defesa de valores essenciais de cidadania, ao seu exemplo
revelado não pelo seu discurso, mas por sua existência, por sua ação.
Ao analisar a “crise de consciência” dos intelectuais norte-americanos que deram o aval
da “escalada” no Vietnã, Horowitz notara que a disposição que eles revelaram no
planejamento do genocídio estava vinculada à sua formação, à sua capacidade de discutir
meios sem nunca questionar os fins, a transformar os problemas políticos em problemas
técnicos, a desprezar a consulta política, preferindo as soluções de gabinete,
consumando o que definiríamos como a traição dos intelectuais. É aqui onde a
indignidade do intelectual substitui a dignidade da inteligência.
Nenhum preceito ético pode substituir a prática social, a prática pedagógica.
A delinqüência acadêmica se caracteriza pela existência de estruturas de ensino onde os
meios (técnicas) se tornam os fins, os fins formativos são esquecidos; a criação do
conhecimento e sua reprodução cede lugar ao controle burocrático de sua produção como
suprema virtude, onde “administrar” aparece como sinônimo de vigiar e punir – o
professor é controlado mediante os critérios visíveis e invisíveis de nomeação; o aluno,
mediante os critérios visíveis e invisíveis de exame. Isso resulta em escolas que se
constituem em depósitos de alunos, como diria Lima Barreto em “Cemitério de Vivos”.
A alternativa é a criação de canais de participação real de professores, estudantes e
funcionários no meio universitário, que oponham-se à esclerose burocrática da instituição.
A autogestão pedagógica teria o mérito de devolver à universidade um sentido de
existência, qual seja: a definição de um aprendizado fundado numa motivação
participativa e não no decorar determinados “clichês”, repetidos semestralmente nas
provas que nada provam, nos exames que nada examina, mesmo porque o aluno sai da
universidade com a sensação de estar mais velho, com um dado a mais: o diploma
acreditativo que em si perde valor na medida em que perde sua raridade.
A participação discente não constitui um remédio mágico aos males acima apontados,
porém a experiência demonstrou que a simples presença discente em colegiados é fator
de sua moralização.
____________
* Texto apresentado no I Seminário de Educação Brasileira, realizado em 1978, em Campinas-SP.
Publicado em: TRAGTENBERG, M. Sobre Educação, Política e Sindicalismo. Sã Paulo: Editores
Associados; Cortez, 1990, 2ª ed. (Coleção teoria e práticas sociais, vol 1)
[1] Kaysen pretende atribuir uma “alma”à corporação multinacional; esta parece não preocupar-se com
tal esforço construtivo do intelectual.
[2] Frederic LILGE, The Abuse of Learning: The Failure of German University. Macmillan, New York, 1948
Maurício Tragtenberg
O tema é amplo: a relação entre a dominação e o saber, a relação entre o intelectual e a
universidade como instituição dominante ligada à dominação, a universidade antipovo.
A universidade está em crise. Isto ocorre porque a sociedade está em crise; através da
crise da universidade é que os jovens funcionam detectando as contradições profundas
do social, refletidas na universidade. A universidade não é algo tão essencial como a
linguagem; ela é simplesmente uma instituição dominante ligada à dominação. Não é uma
instituição neutra; é uma instituição de classe, onde as contradições de classe aparecem.
Para obscurecer esses fatores ela desenvolve uma ideologia do saber neutro, científico, a
neutralidade cultural e o mito de um saber “objetivo”, acima das contradições sociais.
No século passado, período do capitalismo liberal, ela procurava formar um tipo de
“homem” que se caracterizava por um comportamento autônomo, exigido por suas
funções sociais: era a universidade liberal humanista e mandarinesca. Hoje, ela forma a
mão-de-obra destinada a manter nas fábricas o despotismo do capital; nos institutos de
pesquisa, cria aqueles que deformam os dados econômicos em detrimento dos
assalariados; nas suas escolas de direito forma os aplicadores da legislação de exceção;
nas escolas de medicina, aqueles que irão convertê-la numa medicina do capital ou
utilizá-la repressivamente contra os deserdados do sistema.
Em suma, trata-se de “um complô de belas almas” recheadas de títulos acadêmicos, de um doutorismo substituindo o bacharelismo, de uma nova pedantocracia, da produção de um saber a serviço do poder, seja ele de que espécie for.
Na instância das faculdades de educação, forma-se o planejador tecnocrata a quem
importa discutir os meios sem discutir os fins da educação, confeccionar reformas
estruturais que na realidade são verdadeiras “restaurações”. Formando o professorpolicial,
aquele que supervaloriza o sistema de exames, a avaliação rígida do aluno, o
conformismo ante o saber professoral. A pretensa criação do conhecimento é substituída
pelo controle sobre o parco conhecimento produzido pelas nossas universidades, o
controle do meio transforma-se em fim, e o “campus” universitário cada vez mais parece
um universo concentracionário que reúne aqueles que se originam da classe alta e média,
enquanto professores, e os alunos da mesma extração social, como “herdeiros” potenciais
do poder através de um saber minguado, atestado por um diploma.
A universidade classista se mantém através do poder exercido pela seleção dos
estudantes e pelos mecanismos de nomeação de professores. Na universidade
mandarinal do século passado o professor cumpria a função de “cão de guarda” do
sistema: produtor e reprodutor da ideologia dominante, chefe de disciplina do estudante.
Cabia à sua função professoral, acima de tudo, inculcar as normas de passividade,
subserviência e docilidade, através da repressão pedagógica, formando a mão-de-obra
para um sistema fundado na desigualdade social, a qual acreditava legitimar-se através
da desigualdade de rendimento escolar; enfim, onde a escola “escolhia” pedagogicamente
os “escolhidos” socialmente.
A transformação do professor de “cão de guarda” em “cão pastor” acompanha a
passagem da universidade pretensamente humanista e mandarinesca à universidade
tecnocrática, onde os critérios lucrativos da empresa privada, funcionarão para a
formação das fornadas de “colarinhos brancos” rumo às usinas, escritórios e
dependências ministeriais. É o mito da assessoria, do posto público, que mobiliza o
diplomado universitário.
A universidade dominante reproduz-se mesmo através dos “cursos críticos”, em que o
juízo professoral aparece hegemônico ante os dominados: os estudantes. Isso se realiza
através de um processo que chamarei de “contaminação”. O curso catedrático e
dogmático transforma-se num curso magisterial e crítico; a crítica ideológica é feita nos
chamados “cursos críticos”, que desempenham a função de um tranqüilizante no meio
universitário. Essa apropriação da crítica pelo mandarinato universitário, mantido o
sistema de exames, a conformidade ao programa e o controle da docilidade do estudante
como alvos básicos, constitui-se numa farsa, numa fábrica de boa consciência e
delinqüência acadêmica, daqueles que trocam o poder da razão pela razão do poder. Por
isso é necessário realizar a crítica da crítica-crítica, destruir a apropriação da crítica pelo
mandarinato acadêmico. Watson demonstrou como, nas ciências humanas, as pesquisas
em química molecular estão impregnadas de ideologia. Não se trata de discutir a
apropriação burguesa do saber ou não-burguesa do saber, mas sim a destruição do
“saber institucionalizado”, do “saber burocratizado” como único “legítimo”. A apropriação
universitária (atual) do conhecimento é a concepção capitalista de saber, onde ele se
constitui em capital e toma a forma nos hábitos universitários.
A universidade reproduz o modo de produção capitalista dominante não apenas pela
ideologia que transmite, mas pelos servos que ela forma. Esse modo de produção
determina o tipo de formação através das transformações introduzidas na escola, que
coloca em relação mestres e estudantes. O mestre possui um saber inacabado e o aluno
uma ignorância transitória, não há saber absoluto nem ignorância absoluta. A relação de
saber não institui a diferença entre aluno e professor, a separação entre aluno e professor
opera-se através de uma relação de poder simbolizada pelo sistema de exames – “esse
batismo burocrático do saber”. O exame é a parte visível da seleção; a invisível é a
entrevista, que cumpre as mesmas funções de “exclusão” que possui a empresa em
relação ao futuro empregado. Informalmente, docilmente, ela “exclui” o candidato. Para o
professor, há o currículo visível, publicações, conferências, traduções e atividade didática,
e há o currículo invisível – esse de posse da chamada “informação” que possui espaço na
universidade, onde o destino está em aberto e tudo é possível acontecer. É através da
nomeação, da cooptação dos mais conformistas (nem sempre os mais produtivos) que a
burocracia universitária reproduz o canil de professores. Os valores de submissão e
conformismo, a cada instante exibidos pelos comportamentos dos professores, já
constituem um sistema ideológico. Mas, em que consiste a delinqüência acadêmica?
A “delinqüência acadêmica” aparece em nossa época longe de seguir os ditames de Kant:
“Ouse conhecer.” Se os estudantes procuram conhecer os espíritos audazes de nossa
época é fora da universidade que irão encontrá-los. A bem da verdade, raramente a
audácia caracterizou a profissão acadêmica. Os filósofos da revolução francesa se
autodenominavam de “intelectuais” e não de “acadêmicos”. Isso ocorria porque a
universidade mostrara-se hostil ao pensamento crítico avançado. Pela mesma razão, o
projeto de Jefferson para a Universidade de Virgínia, concebida para produção de um
pensamento independente da Igreja e do Estado (de caráter crítico), fora substituído por
uma “universidade que mascarava a usurpação e monopólio da riqueza, do poder”. Isso
levou os estudantes da época a realizarem programas extracurriculares, onde Emerson
fazia-se ouvir, já que o obscurantismo da época impedia a entrada nos prédios
universitários, pois contrariavam a Igreja, o Estado e as grandes “corporações”, a que
alguns intelectuais cooptados pretendem que tenham uma “alma”. [1]
Em nome do “atendimento à comunidade”, “serviço público”, a universidade tende cada
vez mais à adaptação indiscriminada a quaisquer pesquisas a serviço dos interesses
econômicos hegemônicos; nesse andar, a universidade brasileira oferecerá disciplinas
como as existentes na metrópole (EUA): cursos de escotismo, defesa contra incêndios,
economia doméstica e datilografia em nível de secretariado, pois já existe isso em
Cornell, Wisconson e outros estabelecimentos legitimados. O conflito entre o técnico e o
humanismo acaba em compromisso, a universidade brasileira se prepara para ser uma
“multiversidade”, isto é, ensina tudo aquilo que o aluno possa pagar. A universidade, vista
como prestadora de serviços, corre o risco de enquadrar-se numa “agência de poder”,
especialmente após 68, com a Operação Rondon e sua aparente democratização, só nas
vagas; funciona como tranqüilidade social. O assistencialismo universitário não resolve o
problema da maioria da população brasileira: o problema da terra.
A universidade brasileira, nos últimos 15 anos, preparou técnicos que funcionaram como
juízes e promotores, aplicando a Lei de Segurança Nacional, médicos que assinavam
atestados de óbito mentirosos, zelosos professores de Educação Moral e Cívica
garantindo a hegemonia da ideologia da “segurança nacional” codificada no Pentágono.
O problema significativo a ser colocado é o nível de responsabilidade social dos
professores e pesquisadores universitários. A não preocupação com as finalidades sociais
do conhecimento produzido se constitui em fator de “delinqüência acadêmica” ou da
“traição do intelectual”. Em nome do “serviço à comunidade”, a intelectualidade
universitária se tornou cúmplice do genocídio, espionagem, engano e todo tipo de
corrupção dominante, quando domina a “razão do Estado” em detrimento do povo. Isso
vale para aqueles que aperfeiçoam secretamente armas nucleares (M.I.T.), armas
químico-biológicas (Universidade da Califórnia, Berkeley), pensadores inseridos na Rand
Corporation, como aqueles que, na qualidade de intelectuais com diploma acreditativo,
funcionam na censura, na aplicação da computação com fins repressivos em nosso país.
Uma universidade que produz pesquisas ou cursos a quem é apto a pagá-los perde o
senso da discriminação ética e da finalidade social de sua produção – é uma
multiversidade que se vende no mercado ao primeiro comprador, sem averiguar o fim da
encomenda, isso coberto pela ideologia da neutralidade do conhecimento e seu produto.
Já na década de 30, Frederic Lilge [2] acusava a tradição universitária alemã da
neutralidade acadêmica de permitir aos universitários alemães a felicidade de um
emprego permanente, escondendo a si próprios a futilidade de suas vidas e seu trabalho.
Em nome da “segurança nacional”, o intelectual acadêmico despe-se de qualquer
responsabilidade social quanto ao seu papel profissional, a política de “panelas”
acadêmicas de corredor universitário e a publicação a qualquer preço de um texto
qualquer se constituem no metro para medir o sucesso universitário. Nesse universo não
cabe uma simples pergunta: o conhecimento a quem e para que serve? Enquanto este
encontro de educadores, sob o signo de Paulo Freire, enfatiza a responsabilidade social
do educador, da educação não confundida com inculcação, a maioria dos congressos
acadêmicos serve de “mercado humano”, onde entram em contato pessoas e cargos
acadêmicos a serem preenchidos, parecidos aos encontros entre gerentes de hotel, em
que se trocam informações sobre inovações técnicas, revê-se velhos amigos e se
estabelecem contatos comerciais.
Estritamente, o mundo da realidade concreta e sempre muito generoso com o acadêmico,
pois o título acadêmico torna-se o passaporte que permite o ingresso nos escalões
superiores da sociedade: a grande empresa, o grupo militar e a burocracia estatal. O
problema da responsabilidade social é escamoteado, a ideologia do acadêmico é não ter
nenhuma ideologia, faz fé de apolítico, isto é, serve à política do poder.
Diferentemente, constitui, um legado da filosofia racionalista do século XVIII, uma
característica do “verdadeiro” conhecimento o exercício da cidadania do soberano direito
de crítica questionando a autoridade, os privilégios e a tradição. O “serviço público”
prestado por estes filósofos não consistia na aceitação indiscriminada de qualquer projeto,
fosse destinado à melhora de colheitas, ao aperfeiçoamento do genocídio de grupos
indígenas a pretexto de “emancipação” ou política de arrocho salarial que converteram o
Brasil no detentor do triste “record” de primeiro país no mundo em acidentes de trabalho.
Eis que a propaganda pela segurança no trabalho emitida pelas agências oficiais não
substitui o aumento salarial.
O pensamento está fundamentalmente ligado à ação. Bergson sublinhava no início do
século a necessidade do homem agir como homem de pensamento e pensar como
homem de ação. A separação entre “fazer” e “pensar” se constitui numa das doenças que
caracterizam a delinqüência acadêmica – a análise e discussão dos problemas relevantes
do país constitui um ato político, constitui uma forma de ação, inerente à responsabilidade
social do intelectual. A valorização do que seja um homem culto está estritamente
vinculada ao seu valor na defesa de valores essenciais de cidadania, ao seu exemplo
revelado não pelo seu discurso, mas por sua existência, por sua ação.
Ao analisar a “crise de consciência” dos intelectuais norte-americanos que deram o aval
da “escalada” no Vietnã, Horowitz notara que a disposição que eles revelaram no
planejamento do genocídio estava vinculada à sua formação, à sua capacidade de discutir
meios sem nunca questionar os fins, a transformar os problemas políticos em problemas
técnicos, a desprezar a consulta política, preferindo as soluções de gabinete,
consumando o que definiríamos como a traição dos intelectuais. É aqui onde a
indignidade do intelectual substitui a dignidade da inteligência.
Nenhum preceito ético pode substituir a prática social, a prática pedagógica.
A delinqüência acadêmica se caracteriza pela existência de estruturas de ensino onde os
meios (técnicas) se tornam os fins, os fins formativos são esquecidos; a criação do
conhecimento e sua reprodução cede lugar ao controle burocrático de sua produção como
suprema virtude, onde “administrar” aparece como sinônimo de vigiar e punir – o
professor é controlado mediante os critérios visíveis e invisíveis de nomeação; o aluno,
mediante os critérios visíveis e invisíveis de exame. Isso resulta em escolas que se
constituem em depósitos de alunos, como diria Lima Barreto em “Cemitério de Vivos”.
A alternativa é a criação de canais de participação real de professores, estudantes e
funcionários no meio universitário, que oponham-se à esclerose burocrática da instituição.
A autogestão pedagógica teria o mérito de devolver à universidade um sentido de
existência, qual seja: a definição de um aprendizado fundado numa motivação
participativa e não no decorar determinados “clichês”, repetidos semestralmente nas
provas que nada provam, nos exames que nada examina, mesmo porque o aluno sai da
universidade com a sensação de estar mais velho, com um dado a mais: o diploma
acreditativo que em si perde valor na medida em que perde sua raridade.
A participação discente não constitui um remédio mágico aos males acima apontados,
porém a experiência demonstrou que a simples presença discente em colegiados é fator
de sua moralização.
____________
* Texto apresentado no I Seminário de Educação Brasileira, realizado em 1978, em Campinas-SP.
Publicado em: TRAGTENBERG, M. Sobre Educação, Política e Sindicalismo. Sã Paulo: Editores
Associados; Cortez, 1990, 2ª ed. (Coleção teoria e práticas sociais, vol 1)
[1] Kaysen pretende atribuir uma “alma”à corporação multinacional; esta parece não preocupar-se com
tal esforço construtivo do intelectual.
[2] Frederic LILGE, The Abuse of Learning: The Failure of German University. Macmillan, New York, 1948
Marcadores:
metodologia científica,
público,
universidade
Mensalidades de JUNHO
até dia 15: R$ 140,00
após o dia 15: R$ 250,00
O pagamento deverá ser feito por depósito ou transferência na seguinte conta:
Banco do Brasil
Agência: 3615-3
Conta Corrente: 200.160-8 (esp. gestão pública e sociedade)
OBS: Não esqueçam de entreguar cópia do comprovante para a coordenação (Édi, Prycilla ou Élida) no próximo módulo (19 e 20) do curso.
Atenciosamente
A coordenação
após o dia 15: R$ 250,00
O pagamento deverá ser feito por depósito ou transferência na seguinte conta:
Banco do Brasil
Agência: 3615-3
Conta Corrente: 200.160-8 (esp. gestão pública e sociedade)
OBS: Não esqueçam de entreguar cópia do comprovante para a coordenação (Édi, Prycilla ou Élida) no próximo módulo (19 e 20) do curso.
Atenciosamente
A coordenação
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Metodologia Científica - horários
Segue os horários da próxima aula da especialização:
Disciplina: METODOLOGIA CIENTÍFICA
Docente: Prof. Ary Carlos
Horários (bloco III, sala 21):
1º módulo (15 horas / aula)
Dia 05/06 (sexta feira)
NOITE
- 19:00 entrada
- 20:45 lanche
- 22:40 previsão término
Dia 06/06 (sábado)
MANHÃ
- 08:00 entrada
- 09:45 lanche
- 12:00 previsão término
TARDE
- 14:00 entrada
- 15:45 lanche
- 18:00 previsão término
2º módulo (15 horas / aula)
Dia 19/06 (sexta feira)
NOITE
- 19:00 entrada
- 20:45 lanche
- 22:40 previsão término
Dia 20/06 (sábado)
MANHÃ
- 08:00 entrada
- 09:45 lanche
- 12:00 previsão término
TARDE
- 14:00 entrada
- 15:45 lanche
- 18:00 previsão término
Disciplina: METODOLOGIA CIENTÍFICA
Docente: Prof. Ary Carlos
Horários (bloco III, sala 21):
1º módulo (15 horas / aula)
Dia 05/06 (sexta feira)
NOITE
- 19:00 entrada
- 20:45 lanche
- 22:40 previsão término
Dia 06/06 (sábado)
MANHÃ
- 08:00 entrada
- 09:45 lanche
- 12:00 previsão término
TARDE
- 14:00 entrada
- 15:45 lanche
- 18:00 previsão término
2º módulo (15 horas / aula)
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